
We might kiss when we are alone
When nobody’s watching

We might take it home
We might make out when nobody’s there

It’s not that we’re scared
It’s just that it’s delicate.
[Damien Rice - Delicate]
Uncategorized 1:22 am

We might kiss when we are alone
When nobody’s watching

We might take it home
We might make out when nobody’s there

It’s not that we’re scared
It’s just that it’s delicate.
[Damien Rice - Delicate]
Uncategorized 2:15 am

You shouldn’t be here…
I feel awkward, and good
To be near you,
Watch you rip through paper wool…
Damien Rice – You shouldn´t be here
Uncategorized 2:00 pm
Minha mãe sempre me luxou e eu sempre usei muito esse verbo até que um dia, um amigo me ouviu falando ‘luxar’ e não entendeu. Expliquei. Ele adorou, nunca tinha ouvido.
Tem coisa melhor que luxar alguém? Com cada um, luxar vai ser de uma forma e, isso é o mais legal, mais personalizado, feito só para você, mais luxo, impossível.
Foi aí, que percebi que luxar é meu verbo favorito.
O que é luxo pra você?
Extraído da Revista Vida Simples – Por Marcia Bindo:
“Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô. Vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. A boa notícia é que pela primeira vez na história temos a chance eu, você e quem mais quiser de definir o que tem valor real para nós, independenteente de marcas, preços e grifes. Não é mais um luxo o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser. O luxo se relativizou, cada indivíduo o percebe a seu modo. Quer ver?
Sabe quando você faz algo que lhe dá um prazer danado, mas que acontece aqui e ali, bem raramente, e que por isso mesmo traz uma sensação de felicidade que transborda só de pensar? Pois a experiência única, que evoca esse estado de espírito, é o tal luxo para chamar de seu. Ele ganhou um conceito mais flexível, que se desvincula do valor das cifras dos produtos e se aproxima das experiências subjetivas, um luxo emocional, afirma o psicanalista Jorge Forbes. Numa pesquisa rápida, descobri que, se para meu vizinho um luxo é chegar mais cedo do trabalho para cair na farra com os filhos, para a chefia é conseguir almoçar sossegado em casa e para a colega aqui ao lado é não ter hora para acordar simplesmente um luxo!”
Uncategorized 2:48 am
Unfortunately, this is one of those kind of trailers that tells everything that will happen in the movie.
Worth watching, anyway.
Uncategorized 12:01 am

There’s a house across the river, but alas. I cannot swim
And a garden of such beauty that the flowers seem to grin
There’s a house across the river, but alas, I cannot swim
I’ll live my life regretting that I never jumped in.

There’s a boy across the river with short black curly hair,
He wants to be my lover and I want to be his peer,
There’s a boy across the river but alas, I cannot swim,
And I never will get to put my arms around him.

Alas I cannot swim – Laura Marling
Uncategorized 3:31 am

Lexie: Grief may be a thing we all have in common, but it looks different on everyone.
Mark: It isn’t just death we have to grieve. It’s life. It’s loss. It’s change.
Alex: And when we wonder why it has to suck so much sometimes, has to hurt so bad. The thing we gotta try to remember is that it can turn on a dime.
Izzie: That’s how you stay alive. When it hurts so much you can’t breathe, that’s how you survive.
Derek: By remembering that one day, somehow, impossibly, you won’t feel this way. It won’t hurt this much.
Bailey: Grief comes in its own time for everyone, in its own way.
Owen: So the best we can do, the best anyone can do, is try for honesty.
Meredith: The really crappy thing, the very worst part of grief is that you can’t control it.
Arizona: The best we can do is try to let ourselves feel it when it comes.
Callie: And let it go when we can.
Meredith: The very worst part is that the minute you think you’re past it, it starts all over again.
Cristina: And always, every time, it takes your breath away.
Meredith: There are five stages of grief. They look different on all of us, but there are always five.
Alex: Denial.
Derek: Anger.
Bailey: Bargaining.
Lexie: Depression.
Richard: Acceptance.
Uncategorized 1:26 am
Well I held you like a lover
Happy hands and your elbow in the appropriate place
And we ignored our others, happy plans
For that delicate look upon your face

Our bodies moved and hardened
Hurting parts of your garden
With no room for a pardon
In a place where no one knows what we have done
Accidental Babies – Damien Rice (again)
Uncategorized 11:16 pm

It’s Not You It’s Me – The Little Willies
I just can’t keep going along
Making believe nothing’s wrong
It’s wrong and it’s always gonna be
Nothing you did in any way
Nothing you said or didn’t say
It’s not you, baby it’s me
So keep on being long and tall
Keep on talkin with the same ol’ drawl
Keep on baby don’t you trip and fall over me
The petals of the daisy drop
You love me then, you love me not
You love me not, it’s plain to see
Who keeps the fire burning bright
The one who’s losing sleep at night
It ain’t you, baby it’s me
So keep the rose you never brought
Keep that ring that you never bought
It’s all my fault, it’s all my fantasy
Oh, but I can’t give you no more of myself
‘Cuz I’m lookin out for somebody else
It ain’t you, baby it’s me
Oh, but I can’t give you no more of myself
‘Cuz I’m lookin’ out for somebody else
It ain’t you, baby it’s me.
Uncategorized 11:28 pm

Cá entre nós: fui eu quem sonhou que você sonhou comigo?
Ou teria sido o contrário?
Sonhei que você sonhava comigo. Mais tarde, talvez eu até ficasse confuso, sem saber ao certo se fui eu mesmo quem sonhou que você sonhava comigo, ou ao contrário, foi quem sabe você quem sonhou que eu sonhava com você. Não sei o que seria mais provável. Você sabe, nessa história de sonhos — falo o óbvio —, nunca há muita lógica nem coerência. Além disso, ainda que um de nós dois ou os dois tivéssemos realmente sonhado que um sonhava com o outro, também é pouco provável que falássemos sobre isso. Ou não? Sei que o que sei é que, sem nenhuma dúvida:
(…)
Sonhei que você sonhava comigo. Agora penso que é também provável que — se realmente fui mesmo eu a sonhar que você sonhou comigo; e não o contrário — eu não estivesse sonhando. Nada de sono, cama, olhos fechados. É possível que eu estivesse de olhos abertos no meio da rua, não na cama; durante o dia, não à noite — quando aconteceu isso que chamo de sonho. Embora saiba que — se foi dessa forma assim, digamos, consciente — então não seria correto chamá-la de sonho, essa imagem que aconteceu —, mas de imaginação ou invento até mesmo delírio, quem sabe alucinação. Mas não, não é isso o que quero contar, O que quero contar, sei muito bem e sem nenhuma hesitação, começa assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo. Verdade eu queria muito. Estou piorando as coisas, preciso ser mais claro. Começando de novo, quem sabe, começando agora:
Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto.
Caio Fernando de Abreu – Pequenas Epifanias