desejo de agora. Domingo, Set 18 2011 

descanso pra vista; sossego;

companhia.

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Falta. Quinta-feira, Ago 25 2011 

“Não se trata de suprimir o desejo, mas de transformá- lo: de desejar um pouco menos aquilo que nos falta e um pouco mais aquilo que temos; de desejar um pouco menos o que não depende de nós e um pouco mais aquilo que de fato depende”, sugere o filósofo francês contemporâneo André Comte-Sponville.

Assim que um objetivo é alcançado, temos quase sempre a experiência dolorosa da indiferença, ou mesmo da decepção”, continua Luc Ferry. “Como crianças que se desinteressam do brinquedo no dia seguinte ao Natal, a posse de bens tão desejados não nos torna nem melhores nem mais felizes do que antes”. Nada se modifica e enquanto se espera viver, a vida passa.

Dizem que um rei triste contratou um bobo da corte muito feliz para alegrá-lo. Porém, mais do que rir, ele queria saber o que tornava o bobo tão feliz. Ele consultou os sábios da corte, que concluíram: o bobo era assim porque estava fora do círculo dos 99. Para exemplificar sua teoria, sugeriram que o rei deixasse na porta do bobo um saco com 99 moedas de ouro e o observasse escondido. Além disso, o monarca deveria deixar o seguinte bilhete: “Estas 100 moedas de ouro são suas. O tesouro é um prêmio por você ser um homem bom e feliz. Desfrute-o e não conte a ninguém onde o encontrou”. O rei aceitou o desafio.

O bobo achou o presente e, sem acreditar no que via, começou a contar as moedas: 97, 98… 99! Faltava uma! Inconformado, contou de novo. “Que droga! Como assim?!?”, perguntava a si mesmo. O rei via que, em vez de ficar contente por ter recebido as moedas, ele estava com uma expressão angustiada e tensa. Depois de recontar o dinheiro, o bobo começou a fazer planos de como conseguiria a última moeda, tarefa que iria consumir alguns anos e que o manteria insatisfeito e infeliz até realizá-la. Abismado, o rei presenciava como o menestrel acabava de entrar para o círculo dos 99, e assim iniciava sua vida de homem infeliz.

Toda vez que sentimos inveja, também entramos no círculo dos 99. Olhamos para o que achamos que nos falta, em vez de olhar para nossa completude. De novo o budismo pode nos ajudar a compreender essa questão. Segundo essa filosofia, já somos naturalmente seres iluminados, felizes e cheios de amor e compaixão. Porém, essa realidade está encoberta pela sensação de falta e pelos desejos que surgem por querer suprimi-la. “Nossa consciência é pura e boa. O único problema é que ficamos tão envolvidos com os altos e baixos da vida que não encontramos tempo para fazer uma pausa e observar o que já temos”, diz o monge Mingyur Rinpoche em sua carta de despedida, antes de partir para um retiro de três anos nas montanhas do Nepal. “Não se esqueça de abrir espaço em sua vida para reconhecer sua natureza básica, para ver a pureza do seu ser e deixar que suas qualidades inatas de amor, compaixão e sabedoria possam surgir naturalmente”, escreveu. É como se essa natureza primordial fosse uma pequena planta que, nutrida por práticas como a meditação ou a contemplação, se tornasse forte e florescesse, trazendo mais felicidade e satisfação para nossa vida.”

Texto extraído da matéria “A falta que nos move” da Revista Vida Simples.

you did always say. Quarta-feira, Ago 17 2011 

“You did always say that people get their pay.
You did always say that I was going places,
And that you wouldn’t have it any other way.”

Laura Marling – Blackberry stone

(Adoro essa música)

 

 

 

Terça-feira, Ago 9 2011 

😉

Seja seu melhor amigo. Sexta-feira, Ago 5 2011 

“Em seu recém-lançado livro Quem Pensas Tu que Eu Sou?, o psicanalista Abrão Slavutsky reflete sobre a necessidade de conquistar o reconhecimento alheio para que possamos desenvolver nossa autoestima. Mas como sermos percebidos generosamente pelo olhar dos outros? Os ensaios que compõem o livro percorrem vários caminhos para encontrar essa resposta, em capítulos com títulos instigantes como “Se o Cigarro de García Márquez Falasse”, “Somos Todos Estranhos” ou “A Crueldade é Humana”. Mas já no prólogo o autor oferece a primeira pílula de sabedoria. Ele reproduz uma questão levantada e respondida pelo filósofo Sêneca: “Perguntas-me qual foi meu maior progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo”.

Como sempre, nosso bem-estar emocional é alcançado com soluções simples, mas poucos levam isso em conta, já que a simplicidade nunca teve muito cartaz entre os que apreciam uma complicaçãozinha. Acreditando que a vida é mais rica no conflito, acabam dispensando esse pó de pirilimpimpim.

Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.

Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor. Como ainda há quem não entenda que sem humor não existe chance de sobrevivência? Já martelei muito nesse assunto, então vou usar as palavras de Abrão Slavutsky: “Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza”. É uma frase genial. O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende. Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades.

Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto “ser amigo de si mesmo”.

–Martha Medeiros

Via minha amiga Flávia! 🙂

A palavra é: pequenez. Segunda-feira, Ago 1 2011 

Via Abra o Bico.

deadline: pra ontem. Segunda-feira, Ago 1 2011 

“Eu sou pra ontem.”

Tati Bernadi

Via Costurando Estrelas

O Bem. Domingo, Jul 31 2011 

“O crowdfunding evidencia uma das vantagens de sermos sociais: se sofremos influência, também influenciamos. Nossos atos motivam e inspiram outras pessoas. Em seu livro O Ponto da Virada (Ed. Sextante), o pensador Malcolm Gladwell fala do tipping point (“ponto da virada”), o momento decisivo em que uma ideia, um comportamento, um produto ou uma mensagem se alastram. Uma pessoa faz um ato positivo, influencia outra, e de repente vemos um boom de atos positivos. “Basta uma pequena ação inicial para causar uma grande perturbação na rede”, diz Franco. Assim, votar no candidato em que você acredita ou levar uma caneca para beber água no trabalho não são apenas pequenas ações isoladas: elas reverberam e influenciam pessoas. Tudo o que você faz conta. Nas relações, também, está a chave para nossa felicidade. Foi isso que Chris percebeu, pouco antes de ver que não poderia atravessar o rio para voltar para casa, em Na Natureza Selvagem. As semanas que passou sozinho fizeram com que valorizasse os laços que deixara para trás. Já fraco, ele escreve nas páginas de um livro: “A felicidade só é real quando compartilhada”. Um clichê, mas, no caso do ser humano, um clichê doloroso, e felizmente, real.”

Trecho retirado da Revista Vida Simples

Sábado, Jul 23 2011 

“As pessoas podem parecer diferentes de uma hora para outra dependendo do ângulo da luz.

Gerard Donovan

Via Palavra Aguda

Se eu soubesse… Terça-feira, Jul 19 2011 

Se eu soubesse – Thais Bulin e Chico Buarque

[larari larara larara lariri]

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